No Volante

Aprendendo a dirigir: chegou a sua vez de ocupar o banco do motorista

Assumir o volante de um veículo não é tarefa simples. Exige atenção constante ao ambiente, conhecimento de regras de trânsito e, claro, domínio do carro. Por isso, é natural ter alguns receios no início. Suas primeiras aulas práticas podem dar aquele friozinho na barriga, mas lembre-se que este é mesmo o momento para ganhar familiaridade com o veículo e para cometer erros.

Aprendendo a dirigir: chegou a sua vez de ocupar o banco do motorista

Antes de qualquer coisa, você precisa saber que o desafio de aprender a dirigir é mesmo complexo para a maioria das pessoas, para homens e mulheres, sem distinção. Você não está sozinha! É por isso que um bom instrutor é uma peça fundamental nesse processo. Como explica Luis Alberto Hirsch Aguiar, coordenador dos instrutores práticos e teóricos do CFC Bela Vista, em Porto Alegre: “É normal ficar nervoso. O professor tem que passar tranquilidade para o aluno. O instrutor precisa estar calmo, cuidar com as palavras. O aluno tem que ter confiança, tem que se sentir seguro”.

Uma estratégia de sucesso para encarar uma tarefa complexa como esta é dividi-la em partes. Por isso, nas primeiras aulas, você não deve precisar pensar em mais nada: o foco deve ser em entender o carro.

 

“É tudo novo, então, as primeiras aulas devem ser em um local tranquilo para o aluno esquecer os outros um pouquinho, tentar relaxar e se concentrar no que precisa fazer dentro do carro”

 

, recomenda Aguiar.

O profissional reforça que a relação com o instrutor deve ser de confiança. Quem está aprendendo precisa saber que, se for necessário, o instrutor vai entrar em ação: “O instrutor está atento a tudo o que está acontecendo, e o aluno pode se concentrar no que está fazendo. Se o aluno errar, o instrutor entra em ação, e isso é do jogo”.

Como em tudo o que aprendemos, é com a prática que atingimos o domínio de uma nova habilidade. Com a direção, não é diferente. Depois de aprender o básico, vem a etapa da repetição.

 

“Não tem outra forma. É repetição. É exercitar. Tudo é prática. Com o tempo, começamos a levar o aluno para lugares com um pouco mais de movimento”

 

, explica Aguiar.

 

Aí, sim, é a hora de incluir a preocupação com o trânsito mesmo, com outros veículos, pedestres, com noção de espaço, com antecipar possíveis obstáculos ou problemas.

Nesse momento, é fundamental a consciência de que dirigir é manter-se atento o tempo todo: “Tem que estar sempre um passo à frente, olhando o futuro. Inicialmente, quando está aprendendo, o aluno deve se preocupar mais consigo mesmo. Depois, quando domina o carro, deve se preocupar mais com os outros”.

Com o tempo, você fica mais confiante na própria capacidade de conduzir o veículo. Porém, não deve esquecer jamais da importância de manter o foco na tarefa de dirigir quando estiver ao volante. Para o nosso cérebro, a direção é realmente um desafio, já que precisamos prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo:

“É preciso reconhecer os limites do corpo. Todos nós temos essa limitação e, no trânsito, isso deve ser levado a sério”,

comenta Aurinez Schmitz, psicóloga especialista em trânsito.

Encare as aulas práticas como uma grande oportunidade de tirar dúvidas, cometer erros, descobrir seus próprios limites, praticar muito e, claro, desenvolver com confiança – mas também com uma boa dose de prudência – a habilidade de dirigir. Se recebeu alguma dica interessante durante esse processo, compartilhe com a gente. Algum instrutor, instrutora – ou amiga! – repassou algum aprendizado marcante para você? Não deixe de nos contar! Sua dica também pode ser útil para outras pessoas que estejam enfrentando este momento agora.

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