No Volante

Documentários e outras dicas para refletir sobre o preconceito

Para todo comentário preconceituoso, existe uma história que comprova o quanto ele é equivocado. Quanto mais conhecemos essas histórias, mais fortes nos tornamos. A gente quer um mundo em que tod@s se sintam livres e respeitad@s nas ruas e sabemos que parte deste movimento passa pelo compartilhamento de mais e mais histórias que nos fortalecem, inspiram e nos fazem pensar.

Por isso, elaboramos uma lista com diversos conteúdos que geram reflexão. Algumas das recomendações abaixo são dicas de Joanna Burigo, fundadora do site Casa da Mãe Joanna e Mestre em Gênero, Mídia e Cultura. Vale chamar as amigas e os amigos para conferir e discutir!

Acesse a página A rua é de tod@as para saber mais sobre o movimento!

Chega de Fiu Fiu – o documentário das diretoras Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão é parte da campanha iniciada em 2013 pela ONG Think Olga. Ele discute a violência contra mulheres e meninas no espaço público, a partir de três histórias de mulheres que vivem em três cidades brasileiras – São Paulo, Salvador e Brasília. Nós contamos a história da Amanda aqui no De Carona com Elas. O documentário está disponível na plataforma online Taturana. Qualquer pessoa pode organizar uma sessão. Acompanhe a página do projeto no Facebook.

Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil – quem gosta de conhecer histórias de mulheres reais (e ama livros lindos) não pode ficar sem esse título, que reúne mini-biografias de 44 mulheres brasileiras ou “abrasileiradas”. Poucas delas mereceram o devido reconhecimento nos tradicionais livros de história, mas essa coletânea é um começo para quem quer conhecer mais figuras femininas inspiradoras. Na mesma linha, há o título Mulheres Incríveis, da editora Astral Cultural, que traz histórias de todos os continentes em diferentes períodos históricos. Neste, os perfis das brasileiras foram escritos por Jules de Faria, da ONG Think Olga. Lá no Think Olga, foi publicada uma entrevista com a autora dos perfis originais, a Kate Schhatz.

Eu não sou um homem fácil – Essa comédia francesa é uma obra de ficção, mas também pode gerar muitas conversas. Ela coloca um homem que reúne as piores características do estereótipo machista em um mundo “ao contrário”, em que eles é que são considerados “o sexo frágil”. Assista ao trailer. A premissa não é muito diferente de tantos outros filmes em que um personagem troca de corpo ou idade com outro – mas aqui o que muda é a forma como a sociedade enxerga homens e mulheres.

The Representation Project – Este site está em inglês, mas os documentários The Mask You Live In e Miss Representation questionam alguns estereótipos sobre meninos e meninas e podem ser encontrados legendados na internet. Nos dois, vemos como a sociedade coloca limites nas expectativas em relação a homens e mulheres. Eles podem iniciar bons debates, provocando discussões novas e realmente mudando nossa visão de mundo.

O machismo também mora nos detalhes – texto da jornalista Maíra Liguori no site Think Olga. Ele nos ajuda a entender que não é só na violência física ou agressão verbal que podemos reconhecer comportamentos machistas. Existem gestos que parecem inofensivos mas, somados, acabam diminuindo (ou tentando diminuir) as mulheres. Será que você já reparou em todos eles?

E você? Qual documentário, livro ou filme gostaria de recomendar para a gente? Deixe suas dicas nos comentários!