No Volante

Mãe ao volante: sua atitude em relação à direção é inspiração para as crianças

Todo adulto sabe que, na educação de uma criança, nada fala mais alto do que um bom exemplo do pai ou da mãe. E isso serve também para a relação dos meninos e meninas com o volante e com o trânsito quando crescerem. Pesquisa realizada pela psicóloga Cláudia Ballestero observou que, entre as pessoas que buscam ajuda especializada para superar o medo de dirigir, 96% são mulheres, e, entre os aspectos comuns das histórias de vida dessas mulheres, está a ausência da figura da mãe ao volante.

Esse dado, é claro, não significa que todas as mães tenham a obrigação de dirigir: “A mãe que não dirige, em algum momento vai estar em um carro e pode encorajar que outra pessoa sirva de referência. Ela pode dizer: ‘Olha, que legal, nós estamos indo nesse passeio porque a titia está dirigindo’. É possível buscar outros exemplos”, explica a psicóloga e coach de mães Isabela Cotian. Ou seja: se você ainda não dirige, nada de ficar se cobrando demais! Aproveite para reconhecer e elogiar outras mulheres motoristas quando estiver com as crianças. Essa atitude já serve de inspiração!

Para quem dirige, é uma oportunidade de transmitir muitos aprendizados. Demonstrar que gosta de estar ao volante, que dirigir é uma atividade importante e até divertida, pode inspirar a curiosidade das crianças. “Mesmo que tenha tido um dia difícil, levar alegria e leveza para o trânsito é muito importante. É possível fazer com que seja uma hora alegre. Quando chegamos em casa, minha filha quer sentar por alguns instantes no banco do motorista, porque ela vê que eu gosto de fazer isso. Quando você vê alegria no que está fazendo, transmite essa vontade de fazer também”, conta Isabela, mãe de uma menina de três anos e meio. Ela recorre a músicas e brincadeiras, além de procurar constantemente comentar com a menina sobre as diferentes situações do trânsito.

Mais do que começar a explicar regras simples como as cores do semáforo e os lugares onde é permitido parar, o trânsito também permite conversar sobre respeito aos outros e convivência em sociedade. Mas não basta falar: o exemplo está sempre no que a gente pratica. “Não adianta a gente pedir para a criança não gritar se nós estamos gritando”, exemplifica. Portanto, no trânsito, é fundamental você respeitar os demais motoristas e adotar uma postura de tolerância e civilidade, se esses são valores que você considera importantes e gostaria de passar adiante. Essa atitude vale muito mais do que apenas falar sobre respeito ou criticar os outros motoristas que você percebe que estão cometendo alguma imprudência.

Um exemplo ainda mais simples? O cinto de segurança! É um item obrigatório para adultos – e as crianças devem estar acomodadas de acordo com a cadeirinha adequada para cada idade. Não adianta você exigir que os pequenos usem adequadamente o cinto ou a cadeirinha se você ou os outros passageiros do carro não respeitam a regra, certo? “Acontece muito de criança querer tirar o cinto. Aí, é a hora de explicar a importância, explicar de maneira adequada à idade o que pode acontecer com quem não usa. Falamos de segurança: eu quero que ela saiba o quanto a vida dela é importante para mim. O cinto é importante porque a criança é importante. Agora, se ela vai usar o cinto, todos os passageiros do carro têm que estar de cinto também”, exemplifica Isabela.

Por outro lado, precisamos admitir: o trânsito pode ser extremamente cansativo ou até mesmo irritante. A atenção deve estar 100% no trânsito, mas você é humana, então provavelmente vai cometer alguns erros. Quando, por exemplo, passar um sinal amarelo e acabar trancando um cruzamento por alguns segundos, admita em voz alta que errou. “Reconheça o que aconteceu. Se foi algo que você errou, sinalize. Peça desculpas”, orienta Isabela. O trânsito pode ser frustrante, e sua própria capacidade de lidar com situações adversas proporciona aprendizados importantes para os pequenos.

Enfim, vale observar e refletir sobre seu próprio comportamento não só no trânsito, mas nas diferentes situações de convivência com as crianças. É o seu comportamento que serve de referência, muito mais do que aquilo que você diz. A reflexão final é: você é a motorista que deseja que a sua filha seja no futuro? Conte pra gente nos comentários como você faz para ser uma inspiração quando está na direção do seu carro.

Medo de dirigir: por que acontece?

Você tem medo de dirigir? Entenda por que acontece e vamos juntas para superar! 😉 #DeCaronaComElas #ElaDirigeOQueQuiser #postospetrobras

Publicado por VIX Mulher em Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

 

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