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Prova prática: dicas para quem está se preparando para tirar a CNH

Dicas para quem esta se preparando para tirar a CNH

Algumas pessoas ficam nervosas na hora de fazer o exame prático de direção. Você faz parte deste grupo? Então precisa saber de algo muito importante: o nervosismo na hora da prova é super normal! Para enfrentar este momento, é necessário saber lidar com este sentimento – tentar vencê-lo completamente pode não ser a melhor opção. A psicóloga Aurinez Schmitz, especialista em trânsito, explica:

“A ansiedade faz parte do ser humano. Não é algo que possa ser zerado. Para algumas pessoas, vai ser mais forte. Para outras, menos. Mas é uma emoção que vai vir”.

Aurinez é diretora do Instituto Ande Bem, focado em psicologia para o trânsito, e tem mais de 20 anos de atuação na área. Ela explica que, na hora da prova, podemos sentir o coração bater mais forte e acelerado, as pernas tremerem, as mãos suarem – são sinais de ansiedade que não devem nos assustar.

“A candidata deve pensar que essas reações são dela – que ninguém mais enxerga isso. Além disso, ela precisa saber que tem como controlar essa ansiedade. Ela é quem tem o controle sobre ela mesma – e sobre o veículo.”

Antes de tudo, é fundamental manter a confiança em si mesma. Se você está fazendo a prova, é porque tem condições de enfrentar este desafio. Uma dica prática muito simples para este momento é: respire profundamente três vezes.

Soltar o ar bem lentamente serve para oxigenar o cérebro e ajuda a controlar essas reações físicas. É como se você dissesse para o cérebro ficar calmo que você está no comando da situação. Isso vai ajudar a impedir a continuidade dos sintomas,

recomenda Aurinez.

Manter o foco nas tarefas que você precisa realizar também ajuda. A psicóloga sugere que você encare o momento como uma tarefa que precisa ser executada: pense na sequência de ações necessárias e esqueça o resto. Quais são as primeiras coisas a serem feitas assim que entrar no carro? Foque em ajustar o banco e os espelhos, em colocar o cinto de segurança, em garantir que o freio de mão está completamente abaixado, em sinalizar com a seta antes de sair com o carro.

Aurinez comenta que, muitas vezes, os instrutores identificam a necessidade de um apoio específico para quem apresenta dificuldades de dirigir mais relacionadas aos aspectos emocionais: “O instrutor percebe que não é uma questão de aprendizagem e pode encaminhar para um tratamento. Nós já recebemos pessoas que vieram depois de serem reprovadas 2 vezes – até 10 vezes! Aí é feito um trabalho específico – a pessoa faz o tratamento, depois retoma as aulas e refaz a prova”. O importante, ela ressalta, é que, para cada uma, existe uma solução.

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