No Volante

Vá com uma amiga: encarar um desafio em parceria torna tudo mais leve

Existem pessoas que naturalmente não dão ouvidos a comentários negativos, ou que tiram exatamente daí a força para dar a volta por cima. Para muitas outras, as críticas ou o desdém de amigos e familiares têm um efeito colateral muito sério: fazem com que elas percam a confiança em si mesmas, às vezes levando-as a desistirem de seus sonhos (dos mais simples aos mais grandiosos). Em quase nove anos de De Carona com Elas, depois de milhares de comentários e dezenas de entrevistas, uma coisa é certa: comentários positivos nos levam adiante. Os negativos? Deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro ou, se possível, afaste-se das pessoas que constantemente te colocam para baixo.

É por isso que as verdadeiras amizades são tão poderosas. Se conseguimos compartilhar o peso dos desafios com quem nos apoia, eles ficam mais leves. Além do incentivo, existe outro fator: o comprometimento. “Quando a gente combina alguma coisa com outra pessoa, a chance de cumprir é maior. Por exemplo, se combinarmos de fazer uma dieta juntos, a gente vai cumprir. O comprometimento é uma das razões de a gente conseguir realizar coisas juntos”, explica a psicóloga Isabela Cotian. Conquistar sua CNH é um objetivo? Que tal encontrar alguém com quem você possa compartilhar essa meta?

O essencial é se perguntar: quem, na minha rede, poderia me dar esse apoio? No caso da psicóloga Isabela, a pessoa a quem ela recorreu foi a irmã mais velha. Depois de ser reprovada na primeira prova prática, decidiu pedir ajuda: “Ela dirigiu comigo no parque por semanas até eu aprender. Teve paciência. Se eu posso pedir ajuda, por que vou ficar sofrendo calada?”.

Para a funcionária pública Leila Marins, por exemplo, as amigas têm um papel fundamental na hora de vencer alguns desafios específicos ao volante: “Eu tinha dificuldade para manobrar na vaga de um lugar onde eu trabalhava. Um dia uma amiga estava chegando e viu que eu pedia para um manobrista estacionar. Ela me chamou a atenção e disse que eu era capaz, que eu era competente e que ela ficaria junto comigo para me ajudar a aprender”. Depois disso, sempre que precisou, Leila chamou alguém em quem confia para ajudá-la.

Isso não significa que necessariamente a sua irmã, prima, colega de trabalho mais próxima ou melhor amiga seja a pessoa certa para ajudá-la em todas as situações. “Precisamos estar atentas a quem vamos contar nossos maiores anseios. É muito difícil ter certeza sobre com quem a gente pode contar de fato. É bom procurar alguém que também seja capaz de expor suas dificuldades e que, por consequência, te deixe à vontade para falar das suas dificuldades”, esclarece a psicóloga Cíntia Aleixo. Ou seja: não é o momento de procurar aquela pessoa que você sabe que é extremamente competitiva e só quer falar sobre si mesma. Nem aquela que é muito impaciente, ou que acredita que o seu jeito é o único jeito certo de fazer as coisas.

Quando você encontra a pessoa certa para compartilhar, você se sente mais leve – e não mais pressionada ainda! “Às vezes a pessoa para quem você está contando tem uma experiência de vida real, uma história, e também uma capacidade de escuta”, descreve Cíntia, explicando como seria o perfil ideal da pessoa com que você vai conversar. Conhecer a história de uma amiga que está disposta a falar sobre seus desafios tira aquele peso de quem se sente sozinha no mundo, como se carregasse uma parede de tijolos nos ombros.

Para as casadas, nem sempre os maridos são a companhia ideal para encarar um desafio como o medo de dirigir. Se ele é do tipo que faz brincadeiras ou fica impaciente com seus erros de principiante ao volante, procure outra parceria para esta tarefa. De acordo com pesquisa da psicóloga Cláudia Ballestero, muitas pessoas que têm medo de dirigir se sentem frustradas ou incompreendidas pelos que já são mais experientes na direção. Por outro lado, a mesma pesquisa revela que pessoas solteiras tendem a desistir mais facilmente de tratamentos específicos para o medo de dirigir. Segundo ela, “o estímulo social, o apoio das pessoas ao redor, isso é essencial para quem procura superar um medo”. Ou seja, se você se sente apoiada, ótimo. Se se sente intimidada, melhor buscar ajuda em outro lugar.

Uma alternativa, é claro, é buscar orientação profissional. Se você acredita que nenhuma das pessoas ao seu redor seria capaz de entendê-la ou apoiá-la, existem outras opções. Para o medo de dirigir, há instrutores e psicólogos especializados, com quem você pode se sentir à vontade. Para outras questões, também não há nenhum problema em buscar ajuda profissional. Além dessas saídas, comunidades como a nossa, no Facebook, são oportunidades para que mulheres se apoiem e troquem experiências. Quem sabe você não encontra por lá uma amiga nova que possa te incentivar e apoiar?

Medo de dirigir: por que acontece?

Você tem medo de dirigir? Entenda por que acontece e vamos juntas para superar! 😉 #DeCaronaComElas #ElaDirigeOQueQuiser #postospetrobras

Publicado por VIX Mulher em Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

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