Como as brincadeiras podem estimular uma menina a ser o que ela quiser no futuro?

Com a autoridade de uma especialista no assunto, a pequena Liv, de 5 anos, conquistou a internet ao listar, em um vídeo, quais são suas brincadeiras favoritas: ela de uma boneca que teve a mão arrancada pela cachorrinha da família, de um super-herói que prepara o jantar depois de salvar o mundo, de um personagem do mundo dos videogames que tem como super poder a alta velocidade. É ela quem diz, cheia de carisma e espontaneidade:

“Não existe brinquedo de menino e nem de menina. É de criança! Se você se diverte, fazendo o que você gosta, qual mal que tem? Seja feliz do jeito que você quiser. Somos todos crianças!”.

 

Para os pais da youtuber-mirim, só existe uma preocupação: que a menina explore as brincadeiras que preferir, com autonomia, e cresça com confiança de que pode, sim, ser o que quiser no futuro. Victoria Backer, mãe de Liv, comenta orgulhosa:

“Lugar de mulher é onde ela quiser, todos devemos ter os mesmos direitos e ser reconhecidos igualmente. Mesmo aos 5 anos, a Liv tem a liberdade de escolher com o que brincar, o que vestir, não deve ser a sociedade que impõe isso, e sim seu próprio coração.”

Liv é a protagonista da campanha “Ela dirige o que quiser”, da página Petrobras De Carona com Elas. Em formato de talk show, a pequena entrevistadora conversa com mulheres inspiradoras que fazem sucesso em áreas tradicionalmente consideradas masculinas: Cristina Rosito, piloto de corrida em diversas modalidades; Vera Egito, diretora de cinema; e Vanessa Martins, dona de uma oficina mecânica. Assista aos vídeos na página da campanha.

Mas como será que as brincadeiras da Liv, hoje, vão influenciar no seu futuro? Na hora da brincadeira, qualquer criança está fazendo muito mais do que se divertir. “Durante o brincar, uma criança exercita vários aprendizados, que passam pelo desenvolvimento de aspectos físicos, cognitivos, sociais e emocionais”, explica a psicóloga e coach Isabela Cotian. Para a especialista, o brinquedo ou a brincadeira escolhidos são menos importantes do que a conexão emocional que se estabelece nestes momentos.

Liv está certíssima: meninos e meninas podem ter a liberdade de escolher o tipo de brinquedo com que mais se divertem. O que importa mesmo, na opinião da psicóloga, é que os pais estejam presentes e atentos para observar e oferecer como opções aqueles brinquedos e brincadeiras que realmente têm a ver com a criança.

Isabela recomenda que seja estimulado o “brincar livre”:

“Brincar livre é uma forma de dar tempo para a criança fazer o que quiser, para que neste tempo ela desenvolva sua autonomia, sua capacidade de reflexão, se conecte às suas próprias emoções e às das outras pessoas”.

 

 

Na prática, brincar livre é deixar a criança usar a imaginação para transformar qualquer objeto em brincadeira.

Como têm pouco tempo, muitos pais acabam buscando brinquedos que simplesmente distraiam as crianças quando, na verdade, o que elas mais precisam é da companhia dos pais, não importa a atividade: “A gente deve tentar fazer o trabalho inverso: trazer o lúdico para atividades do dia-a-dia. A minha filha, por exemplo, tem 3 anos. Quando estou em casa fazendo alguma atividade, ela me vê cozinhando e eu coloco ela em um banquinho do lado, para experimentar ou tentar mexer com alguma coisa. Meu marido gosta de futebol, ela adora bola. Quando ele chega em casa, ela adora brincar de fazer gol”, exemplifica.

Até os 7 anos de idade, nada é mais importante do que as conexões emocionais que se estabelecem. “Tudo o que elas fazem nessa fase é buscando a validação do adulto. Se eu não tenho conexões que validam meu comportamento desde criança, eu cresço insegura. Não adianta encher a criança de brinquedos. É claro que ela se distrai, porque as crianças são curiosas, mas é a conexão emocional que gera confiança, é isso de ela se sentir amada e querida. Essa conexão começa com os pais e expande para outras pessoas”, explica Isabela.

A autoconfiança que vem dessa conexão emocional com os pais é um dos fatores importantes para que as meninas – ou os meninos! – possam crescer se sentindo mais seguros das próprias escolhas. Além disso, os pais podem incentivar noções como a de responsabilidade desde cedo: a criança pode escolher do que brincar, mas também precisa saber guardar e organizar os próprios brinquedos, na medida do que for adequado à idade. Aprender a esperar a hora e a vez de brincar, aprender que não pode ganhar todos os brinquedos que deseja: tudo isso é importante para que a criança desenvolva a capacidade de lidar com a frustração. “Ela precisa entender quais são os limites, quais são suas responsabilidades e as dos outros, pois o mundo real não é um mar de rosas”.

Quando a criança tem tempo para o brincar livre e os pais estão presentes, elas aprendem a reconhecer e expressar suas emoções enquanto os pais também descobrem as necessidades e os talentos dos pequenos: “Se ela é boa em pintar e não em escrever, é bom identificar essa preferência e incentivá-la. Ela precisa saber que não tem a obrigação de ser boa em tudo, que não precisa fazer algo só para agradar os pais. Ao incentivar o que ela gosta, os pais fazem a criança sentir que o que ela faz é importante, único, especial. Isso gera um sentimento de autoconfiança”, explica a psicóloga.

Isso significa que essa criança será uma artista quando crescer? Que a Liv vai, necessariamente, seguir uma carreira em frente às câmeras ou como policial, como gosta de dizer? Não é possível saber. Aos 5 anos, é cedo para definir uma profissão, até porque atualmente muitas profissões surgem e acabam muito rapidamente.

O que significa é que essas meninas vão saber reconhecer suas emoções, vão saber quais são as coisas que gostam, as que as fazem se sentir bem. Vão andar pelo mundo com confiança, encarando de frente os desafios de qualquer área que elas desejem seguir. Com os talentos e preferências que começam a aparecer hoje, elas poderão, no futuro, decidir o que desejam fazer: seja transformá-los em hobbie, carreira, negócio ou simplesmente em uma memória feliz. É o que todos nós desejamos, certo? Que a Liv e outras crianças como ela acreditem em si mesmas e saibam que podem, melhor do que ninguém, definir a direção das suas próprias vidas.

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