Ela acredita que a inovação é aliada para o avanço das mulheres no mercado de trabalho

Ana Paula trabalha na Petrobras Distribuidora há 23 anos e hoje gerencia uma base de operações em Brasília

Quando a gente dá um primeiro passo, nem sempre sabe exatamente como será o caminho que vamos percorrer. Em 1994, quando Ana Paula Lessa de Azevedo fez seu primeiro concurso para ingressar na Petrobras, ela esperava entrar em uma empresa brasileira de sucesso, mas admite que, os 23 anos, não tinha ideia da grandeza da companhia. Quatro anos depois, já formada em Administração, decidiu concorrer uma segunda vez: “Aí eu já fazia parte desse mundo verde e amarelo e queria pertencer em definitivo a essa equipe, mas ocupando um cargo compatível com a minha formação. Fui mais focada. Isso foi meu motivador”.

 

A carreira começou no Rio de Janeiro, onde nasceu. Depois de passar por diversas áreas e cidades brasileiras, agora está há seis anos em Brasília atuando como gerente em uma base de operações: “Fui gerente na área de transporte, e até então não tinha tido uma gerente mulher nessa área, mas a quebra foi mesmo aqui. Já teve 76 pessoas na equipe, sendo 68 homens. Uma mulher ser gerente de 68 homens em uma área de operações é uma quebra de paradigma forte, mas a empresa prega muito a igualdade de gênero e raça. Se a gente trabalha em um lugar que dissemina o respeito e a diversidade como algo normal, as pessoas incorporam essa atitude”.

Além do ambiente de trabalho saudável, Ana Paula considera a inovação tecnológica uma aliada para o avanço das mulheres em áreas que por muito tempo foram consideradas masculinas. Tarefas que antes dependiam de força agora são executadas via computador: “Hoje, para abrir uma válvula, não precisa mais ficar no pé do tanque e fazer força como se fosse girar um volante. Hoje, se aperta um botão. É tudo remotamente. Tem muita automação”, compara.

É claro, questões culturais também avançam: quem ainda pensa que entender de combustível tem a ver com gênero? Na visão de Ana Paula, a chave para quem quer conquistar seu espaço está no profissionalismo e na determinação, para homens e mulheres, em qualquer área de atuação. Ou seja, ter disposição para aprender e vontade de superar desafios é o que faz a diferença.

Para as mulheres, Ana Paula dá uma dica:

Se você tem vontade e garra para conquistar, habilidades essenciais e base ética, então por que não tentar, ainda que você tenha que travar mais uma luta? Use, em seu favor, nosso diferencial positivo: o sexto sentido! É preciso se dar a oportunidade de ser feliz. Aposte em você, pois a pior frustração é conviver com o monstro do “se”, “se eu tivesse tentado, feito…

Para ela, uma rejeição ou um tombo no meio do caminho não são piores do que ficar imaginando como teria sido se você corresse atrás do que deseja. Dar o primeiro passo, afinal de contas, pode nos levar a lugares surpreendentes e a realizações que sequer pensávamos antes de começar a caminhada.

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