Ela combina a paixão por desafios com a missão de contribuir para um mundo melhor

Karina Oliani é médica, aventureira, apresentadora e lidera iniciativas que levam atendimentos de saúde a lugares de extrema pobreza

“Nós somos as únicas pessoas capazes de nos parar. As únicas responsáveis por definir se a gente segue em frente ou desiste. Ninguém além da gente tem a responsabilidade por isso” – não importa a dimensão do desafio que você tem pela frente, o recado de Karina Oliani serve para você. É verdade que Karina encara situações que poucas pessoas têm oportunidade (ou coragem!) de enfrentar, mas o que ela aprende em suas aventuras pelo mundo pode inspirar cada um de nós.

Karina fez seu primeiro curso de mergulho aos 12 anos e se apaixonou perdidamente pelos oceanos. Aos 21, já era instrutora. Pensou em cursar Biologia Marinha, mas um desejo falou mais forte: o de ver, a cada dia, o impacto do seu trabalho na vida das pessoas. Por isso, optou pela Medicina: “Foi a minha paixão de poder ser útil, de poder fazer a diferença. Essa coisa de querer contribuir sempre foi muito clara. Durante a faculdade, eu só queria ficar no pronto-socorro”. Ainda como estudante, decidiu passar um mês acampando no sertão do Piauí, ajudando na triagem de pacientes. Desde que se formou, dedica pelo menos 30 dias de cada ano ao trabalho voluntário em áreas de extrema necessidade.

Essas expedições a levaram para lugares como o nordeste do Brasil, Uganda, Etiópia e Nepal. “Eu postava as fotos dos projetos que eu fazia, outras pessoas viam e perguntavam como ajudar. Foi daí que surgiu a ideia de eu organizar projetos médicos com o Instituto Dharma. Muitas pessoas querem ajudar, mas não sabem como”, conta Karina. Na próxima, deve levar cerca de 30 médicos para prestar atendimento de emergência, voluntariamente, durante 15 dias, na Caxemira.

A dedicação à Medicina fez com que Karina ficasse algum tempo afastada do mergulho, mas não durou muito: logo recebeu um convite para apresentar um programa de esportes de aventura na SporTV e se apaixonou também pela televisão. “É uma coisa que eu nunca imaginei fazer, que pensava que não tinha nada a ver comigo. É engraçado. Mas temos que estar abertos. Comecei e amei. Dá para fazer tudo o que eu gosto, estar em meio à natureza, e ainda compartilhar com as pessoas, inspirá-las”, explica a aventureira, ao contar como foi que surgiu sua produtora de documentários, a Pitaya Filmes. “Aí fiz uma série em que mergulhei com os oito maiores animais dos oceanos, incluindo uma sucuri de oito metros e tubarão branco”. O mergulho encontrou um jeito de voltar à vida de Karina e hoje ela prepara um projeto que pretende conscientizar sobre a preservação dos oceanos.

Não é fácil acompanhar tudo que essa mulher tão ativa está fazendo, mas um pedacinho pode ser conferido aos domingos no Fantástico, programa que atualmente exibe uma série de reportagens produzida por Karina. Se já era impressionante ela ser uma das únicas mulheres a ter escalado o Everest pelas faces Sul e Norte, recentemente ela foi a primeira pessoa a atravessar o maior lago vulcânico do mundo, localizado na Etiópia. O desafio que parecia impossível foi exibido na televisão:

“Quando chegamos lá, parecia impossível. Eu cheguei e pensei ‘não vai dar’, mas sou persistente. Quando quero uma coisa, coloco toda a minha energia naquilo. Vamos ficar até o último segundo que temos tentando descobrir um jeito”.

E valeu a pena. Mais uma aventura na conta!

Além de reportagens e documentários, as histórias de Karina viram palestras que ela apresenta em empresas. Nessas horas, a satisfação vem da certeza de contribuir para uma mudança na vida das pessoas: “Eu vejo a transformação, fazendo uma analogia com a vida familiar ou a vida nas empresas, eu quero que outras pessoas busquem os seus ‘Everests’, seja na aventura, seja na carreira. Quando vejo que estou contribuindo, que estou fazendo a diferença, eu me sinto muito feliz”.

Uma mulher com tantas realizações tem medo de alguma coisa? “Eu tenho medo de injeção! Se é pra mim, na hora que me mostram agulha, eu entro em pânico”, conta a médica, entre risadas. E complementa: “Eu tenho muito medo de perder as pessoas que eu amo, de perder meus pais”. Da família, afinal, sempre recebeu apoio. “Eles não necessariamente gostam de me ver escalar o Everest ou atravessar um vulcão, mas sempre me incentivam”.

Karina busca em situações extremas um equilíbrio delicado entre manter-se segura e dar aquele passo rumo a conquistas incríveis e muitas vezes arriscadas. Diante de algum momento importante da vida, quem nunca sentiu aquele frio na barriga? Muitas situações – inclusive a primeira viagem de carro ao volante ou até a primeira aula prática de direção – podem parecer, para pessoas diferentes, como uma montanha a ser conquistada. Nem sempre temos certeza sobre o próximo passo, mas para avançar é preciso acreditar em si mesma, certo? “Você não pode deixar que a necessidade de segurança te impeça de viver, não pode ter tanto medo que, quando se der conta, a vida passou e você não fez nada. Claro, não estou sugerindo que você seja irresponsável, coloque a sua vida ou a dos outros em risco, mas não dá para deixar de conquistar coisas legais. É uma questão de equilíbrio – e tudo na vida é essa busca por equilíbrio”.

Qual é a grande aventura da sua vida nesse momento? Que tal aproveitar a inspiração de Karina Oliani e encarar de frente um grande desafio? Conte para a gente nos comentários qual vai ser a sua estratégia para conquistar o que está buscando.

  • Minha História Ela retomou a paixão por aventuras e transformou a adrenalina em uma nova carreira

    Saiba mais
  • Minha História Ela superou perdas, mudou de carreira e inspira mulheres que sonham em ter o próprio negócio

    Saiba mais