Ela foi surpreendida ao descobrir a paixão por dirigir e agora sonha em ir mais longe

Nagila Arruda não pensava em ser motorista, mas o acaso e o incentivo do marido mudaram essa história

Você já parou para pensar sobre onde poderia chegar se contasse com pessoas ao seu redor que acreditam no seu potencial? Às vezes, são palavras e gestos de um amigo ou familiar que nos fazem ir além do que imaginávamos que seríamos capazes. Com a Nagila Arruda, 37 anos, a história de amor pela direção começou assim, com um convite do marido. Ela foi surpreendida: acabou se apaixonando pelo volante.

Nagila mora em Macapá, com o marido, Alziro, e os dois filhos, Maria Júlia e Emanuel. De férias na casa da mãe, no Oiapoque, a família descansava em uma tarde que poderia ser como outra qualquer quando Alziro perguntou: “Você não quer aprender a dirigir?” Nagila conta que foi rápida para responder: “Eu quero!”. Como estavam em um lugar bastante tranquilo, o marido dirigia até um lugar ainda mais isolado e ensinava o básico para Nagila. “Ele é um ótimo professor, tem muita paciência”, elogia.

Assim que voltaram para casa, Nagila se matriculou em uma autoescola para levar adiante o plano que, até então, nem passava pela sua cabeça: “Eu nunca pensei que ia me apaixonar tão rapidamente!”.

Nem tudo foi fácil no início: depois de conquistar a CNH, Nagila percebeu que tinha muito medo de dirigir sem a companhia do marido. Alziro viaja a trabalho e passa muito tempo fora de casa: “Eu dirigia com ele, mas quando ele viajou, foi como se faltasse o meu chão. Fiquei mal. Foi muito difícil”. Neste momento, Nagila contou com o apoio de uma amiga, que disse que ela não deveria deixar o medo dominá-la: “Minha amiga fez toda a diferença.”

Corrente de apoio

Se o marido e a amiga foram fundamentais para a transformação de Nagila em uma motorista entusiasmada, hoje ela percebe o quanto é importante apoiar outras mulheres que estão dando seus primeiros passos. Para ela, dirigir é uma conquista que traz independência. E ela incentiva as amigas que ainda não ganharam coragem:

“Eu tenho amigas que têm histórias opostas à minha: os maridos não incentivam, jogam baldes de água fria, mas eu falo para elas superarem o medo”.

Não é só as amigas próximas que Nagila incentiva. Ela é uma das mulheres que teve o comentário selecionado para participar da campanha No Volante sem Medo, em que artistas criaram cartazes a partir de mensagens deixadas na página Petrobras De Carona com Elas no Facebook. Ela escreveu: “Não deixem que o medo e o nervosismo as impeçam de ir em frente”. Nagila conta que, por ter sentido na pele esse medo, sabe que é muito difícil, mas também que é possível e gratificante superá-lo. E procura ser generosa: “Como eu achei bom ter pessoas que me incentivaram, quero fazer isso pelas colegas que estão nessa fase, que ainda não têm muita prática”.

Ao mesmo tempo, é uma leitora apaixonada pela página e encontra nas histórias que lê inspiração para ir ainda mais longe: “Vi na página a história de uma motorista de ônibus que também começou com veículos pequenos. Agora penso em fazer o mesmo”. O sonho, agora, é conquistar a habilitação para transporte de passageiros.

Ela reconhece que tudo tem seu tempo. Nagila gosta de dizer que essa sua paixão nasceu naturalmente, mas com bastante apoio. Se foi uma surpresa no início, hoje já virou plano para o futuro: “Eu me descobri assim. Eu não me imagino mais sem dirigir. Agora, quero mudar a categoria da habilitação e dirigir veículos maiores”. E ninguém duvida que Nagila pode dirigir o que quiser.

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