Estilo de carro feminino? É como cada mulher quiser!

Danny Rocha se apaixonou por carros rebaixados e hoje incentiva mais mulheres a adotarem as modificações que desejarem

Sabe aquela sensação de olhar para algo e, do nada, se apaixonar? Foi o que aconteceu com Danny Rocha, nascida e criada em Campinas, no Interior de São Paulo. Ela via os rapazes da cidade dirigirem carros rebaixados e com aparelhos de som turbinados e achava simplesmente lindos – os carros! “Eu falava para mim mesma, baixinho, que ainda teria o meu um dia”, ela conta.

O sonho de conquistar a carteira de motorista aos 18 anos foi adiado devido às condições financeiras: “Eu aprendi aos 15 anos, mas não tinha carro para andar, o que me deixou com ainda mais vontade de conquistar meu próprio carro”. Hoje, aos 36, Danny é casada há 10 e tem três filhos: o Lucas, de 11, a Alice, de 4 anos, e a Clarissa, prestes a completar 2. Foi durante a gravidez de Alice que, finalmente, Danny comprou seu primeiro carro e não teve dúvida: logo foi para a internet descobrir como poderia fazer para rebaixá-lo. Em seguida, começou a participar de encontros e criou no Facebook a página Mulheres som e carros rebaixados, hoje com com mais de 120 mil curtidas.

Em 2015, foi convidada para participar de uma reportagem no programa de TV AutoEsporte. No mês seguinte, Danny e seu carro já estavam no Encontro com Fátima Bernardes. Ganhar esse tipo de projeção foi um resultado inesperado que surgiu dessa paixão: “As pessoas que até então não aceitavam começaram a ver de outro jeito. Quem falava que eu era louca, de repente, viu que eu estava mostrando esse trabalho na TV, e começou a olhar diferente, a aceitar mais”.

O que Danny mais gosta é da possibilidade de transformar o carro para que ele seja exatamente como ela deseja, mudando os adesivos periodicamente ou outros itens: “Tem isso de gostar de mudar o carro: uma roda, suspensão, mudar o interior. Isso eu ainda não consegui fazer. Acho legal isso de ir fazendo do jeito que se quer. Ser diferente, fora do comum. Gosto de olhar uma mulher dirigindo um carro rebaixado”. Cada mudança foi conquistada com muita batalha, já que Danny trabalha como corretora de seguros e também vende acessórios relacionados à equipe Mulheres som e carros rebaixados. Com o marido, ela conversa sobre o que pretende fazer, mas está longe de deixar as decisões na mão dele: “Ele nunca veio me desanimar ou impedir”.

Para ela, o fundamental é ir atrás dos próprios sonhos, não importa quanto tempo leve. No caso dela, a carteira de habilitação desejada desde os 18 veio apenas aos 30, mas isso não foi motivo para desistir.

A gente não pode deixar o sonho morrer. E ninguém mais do que a gente tem que acreditar. Não é o seu namorado que tem que acreditar, é você. Ninguém tem que acreditar no seu sonho mais do que você mesma

 

Ela não admite que as amigas falem que não vão conseguir alguma coisa – está sempre incentivando que elas corram atrás. Uma amiga com que dá essa força às vezes é tudo o que a gente precisa para ganhar coragem, não é?

Conhecer outras mulheres que curtem o mesmo hobby é uma das grandes alegrias de Danny: “O meu objetivo é conhecer meninas que gostem do mesmo estilo de carro e que queiram participar dos eventos”. A equipe de Danny hoje conta com oito integrantes, todas com carros modificados.

Para quem quer entrar nesse mundo, Danny recomenda que busque lojas que façam modificações, lembrando que a distância mínima do chão até a parte mais baixa do carro deve ser de 10 centímetros e que qualquer alteração deve passar por vistoria para fazer atualização do documento do veículo.

Você também gostaria de transformar o seu carro? Se pudesse modificá-lo para ter um visual único, combinando com sua personalidade, como seria o seu carro? Conte para a gente nos comentários!

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