Oito mulheres incríveis que conquistaram seu espaço e contestam o preconceito todos os dias

Oito mulheres incríveis que conquistaram seu espaço e contestam o preconceito todos os dias

Basta dar uma olhadinha ao redor: estamos cercados de mulheres habilidosas e competentes. Nas atividades do dia a dia e nas suas profissões, elas conquistam seu espaço e brilham. Seria ótimo se elas só precisassem se preocupar com os desafios das tarefas e carreiras a que se dedicam, mas a gente sabe – e sente! – que não é bem assim, certo?

Do assédio inconveniente que acontece nas ruas até a diferença de salários nas empresas, ainda precisamos vencer muitas barreiras. Comentários preconceituosos na internet fazem parte disso. “Atrás do computador, o pessoal fica valente. Mandam comentários ofensivos, agressivos. Quando vejo que é ofensivo mesmo, eu deleto. Se ele está só alfinetando, deixo lá, não respondo. Aí as pessoas vêem que não dou bola”, comenta Thais Roland, mecânica que abandonou a carreira na computação para se dedicar à sua verdadeira paixão, os carros. Ela criou o canal Coisa de Meninos Nada, no YouTube, em que dá dicas de manutenção e mecânica, e precisou criar uma estratégia para lidar com ofensas na internet.

Thais é uma das participantes do movimento A Rua é de Tod@s, criado para transformar as ruas em um ambiente mais democrático, inspirador e justo para todo mundo. Em vídeo, oito mulheres leem que, infelizmente, são comuns em redes sociais. “Os três que eu li eram muito bizarros. Eu já estava preparada, porque recebo essas coisas nas redes sociais, mas ainda assim é bizarro. Qual é a lógica da cabeça dessas pessoas? Então acho importante conscientizar, promover o respeito às pessoas, independente da razão do preconceito. Achei a campanha bem-humorada, e é legal usar o humor para falar disso, para conscientizar”, opina Thais.

A Thais e as demais participantes representam muitas outras mulheres e invalidam ideias como “mulher e direção não combinam”. Confira a página do movimento aqui no Hotsite De Carona com Elas e conheça abaixo um pouco mais sobre estas 8 mulheres incríveis.

 

Adriana Toledo

Motorista de aplicativos. Adriana atuou durante cerca de 20 anos no terceiro setor, em projetos de ONGS de defesa de direitos e combate à violência. Após uma crise de estresse, decidiu mudar o ritmo de trabalho. Começou a dirigir para aplicativos e adorou. Pra ela, a campanha A Rua é de Tod@s acerta ao mostrar mulheres em diferentes atividades: “Acho que mostrar isso fortalece as mulheres. Se tem mulheres que já fazem, você pode fazer também. Quanto aos comentários, é muito triste ver que ainda existe gente tão antiquada”.

 

Barbara Brier

A paixão de Barbara por carros começou cedo. Ela entrou no curso de Aprendizagem Industrial do SENAI aos 16 anos e, desde então, não parou mais. Aos 19, já trabalhava em uma montadora. Desde 2016, dá aulas de mecânica para mulheres, pois acredita que elas não precisam apenas saber dirigir, mas também ter conhecimentos básicos que dão autonomia para cuidar do próprio carro. Ela fundou uma consultoria, a Oficina Amiga da Mulher, para treinar equipes e fornecer certificação para oficinas mecânicas. Bonita e empoderada, fica incomodada com olhares e comentários de assédio quando sai sozinha. Sabe que homens e mulheres podem dirigir muito bem, mas também cometer erros, por isso acha que já passou da hora de extinguir a frase “só pode ser mulher…” para falar mal de quem comete barbeiragens no trânsito.

 

Hildelene Lobato Bahia

Hildelene é uma pioneira e sua carreira faz parte da História do Brasil. Em 2009, ela foi a primeira mulher a ocupar o posto de comandante da Marinha Mercante brasileira. Ela é formada em Ciências Contábeis e ingressou na carreira militar por acaso. Desde a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM), desbravou, com poucas colegas, um universo que era exclusivamente masculino. Para quem ainda tem algum preconceito em relação a espaços que mulheres têm ou não condição de assumir, a carreira de Hildelene é uma lição.

Miriam Shivel

O espaço favorito de Miriam é no topo do podium. Ela é piloto de kart há 9 anos e, frequentemente, é a única mulher entre os competidores. Motivo para perder a motivação? Claro que não. Dentro e fora das pistas, Miriam reconhece que existe preconceito, mas isso não a impede de competir de igual para igual e conquistar seu lugar.

 

Nathalia Galli

Herdou do pai a paixão por mecânica e restauração de carros antigos. Na infância, curtia carrinhos muito mais do que bonecas – e esse amor dura até hoje. A estudante de Direito dedica os finais de semana a cuidar e passear com os carros. Ela defende mais respeito e gentileza no trânsito.

 

Ruzi

Ruzi é o apelido de Ruzimelia Basso, uma caminhoneira que entrou na profissão meio por acaso, aos quase 40 anos. Apaixonada por cor-de-rosa e muito ativa nas redes sociais, já fez algumas participações em programas de TV. Na estrada, além de encarar os desafios que aparecem para todos os caminhoneiros, ainda lida com preconceito: “Pior são homens que passam pela gente e acham que só eles podem dirigir. Muitas empresas não contratam mulheres, sendo que acho que somos bem mais cuidadosas com o caminhão e com o trânsito”.

Thais Roland

Formada em Ciências da Computação, Thais largou uma carreira de sucesso e passou a se dedicar à paixão por carros. Sempre atuou em ambientes considerados mais masculinos, mas percebe que, em seus canais de redes sociais, recebe muito mais comentários preconceituosos do que pessoalmente. Com seus vídeos no seu canal do YouTube Coisa de Meninos Nada, pretende contagiar mais pessoas com o amor pela mecânica. A qualquer mulher que se interesse pela área, ela não economiza palavras de incentivo. Está na hora de todas conquistarem seu espaço, seja qual for a profissão.

 

Vanessa Valerio

É Tecnóloga em Transporte e trabalha como bike courier, ou seja, percorre as ruas da cidade para fazer entregas – em sua maioria, documentos – sobre duas rodas. É uma alternativa que pode ser tão rápida quanto as entregas de moto, mas é mais ecológica. Ela conta que chega a percorrer 60 quilômetros por dia de bicicleta. Sendo uma atividade que exige tanto preparo físico, Vanessa conta situações que já encarou: “Há quem pense que, por sermos mulheres, não vamos aguentar o tranco, não vamos dar conta da mesma quilometragem ou número de entregas.” A experiência de Vanessa não deixa dúvidas: se o respeito nas ruas fosse do mesmo tamanho da sua capacidade profissional, não sobraria mais espaço para o preconceito.

Com certeza, você também conhece mulheres com histórias que contestam ideias preconceituosas todos os dias em suas atividades e profissões. Faça parte desse movimento e vamos junt@s criar um movimento para transformar as ruas em um ambiente mais democrático, inspirador e justo para todo mundo.

Os comentários neste site estão temporariamente desativados em respeito à legislação eleitoral. A suspensão será mantida até o fim do primeiro turno das eleições (ou segundo, caso ocorra). Para entrar em contato conosco durante esse período, indicamos os canais disponíveis no site http://www.br.com.br/pc/fale-conosco ou no Serviço de Informação ao Cidadão- SIC – http://www.br.com.br/pc/acesso-a-informacao. Essa restrição se baseia na Instrução Normativa n.01 (11/04/18), da Sec. Esp. Comunicação Social da Presidência da República.

  • Minha Histórias Ela acredita que a mecânica é encantadora e é para tod@s

    Saiba mais
  • Minha História Aos 69 anos, ela pedala e incentiva mais mulheres a ganharem as ruas de bike

    Saiba mais